quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Agora é hora de crescer


Finalmente, depois de entrevistas, cursos, e muuuito investimento, chegou a tão esperada data de embarque que todo tripulante de primeira viagem espera *-*' vou contar um pouquinho da saga até o tão esperado email rsrs'

Em Março/2014 fiz o curso obrigatório pela Marinha para trabalhadores marítimos, STCW+CFPN uma semaninha de muito aprendizado. Em Junho/2014 fiz a primeira entrevista com a Infinity Brazil, fui pré-selecionada Snack Steward pela Costa Crociere, então no mesmo mês fiz uma entrevista diretamente com a Costa Crociere e fui aprovada. Em Julho/2014 fiz o curso obrigatório e gratuito oferecido pela companhia, o RFE, mais uma semaninha de muito aprendizado e boas risadas rsrs'. Após ter finalizado todos os cursos e enviado todos os documentos para a agência, fiquei ansiosamente aguardando o tal email dizendo qual seria meu navio e minha data de embarque. 

Eis que, no dia 21 de Agosto de 2014, pela manhã, lá estava ele, meu mais novo amor, o email com a minha datinha linda tão esperada *o*' dia 15 de Setembro em Savona, começo minha nova vida no Costa Pacífica como Snack Steward. 


- Dayalla Dagort!
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A nossa história



Hoje foi um daqueles dias corrido, em que você só tem 15 minutos pra engolir a comida e voltar para o trabalho, desde que cheguei hoje sem duvidas foi o dia em que mais trabalhei. Depois que eu terminei tudo e fui liberada, eu subi pra ver o mar e admirar as estrelas. Deitei e ali eu comecei a imaginar minha vida, tinha você, tinha eu e outra vez eu e você viramos nós. Estávamos casados. Casamos em uma ilha, mas não foi na areia, foi no campo com o sol se despedindo de nós no fundo do mar e iluminando o altar. Era tudo lindo. Eu usava um vestido longo branco, tomara que caia, era justo em cima e vinha ficando solto em baixo, tinha uma cauda grande que conforme o meu caminhar ela brilhava por conta do reflexo das luzes nas poucas pedrinhas espalhadas por ela. 

O meu buquê era de rosas. Rosas vermelhas. Meu cabelo estava preso e com alguns fios soltos, igual quando nós começamos a nos encontrar na pracinha e você amava quando eu prendia daquele jeito. Claro, estava mais arrumado. Tinha uns pontos de luz que finalizava o penteado. Minha maquiagem era leve, apenas um pó, um batom, um lápis e uma sobra bem clarinha quase imperceptível. Porque você sempre dizia que eu era linda natural. Meu pai estava de braços dados comigo. O caminho que me levava até você, era coberto de rosas, brancas e vermelhas. E você estava lindo. Calça social preta, camisa clara, sem terno e um sapatenis. Sempre soube que os sapatos sociais apertavam os seus pés. E você sorria, feito bobo. Não ficava parado. Sempre mexendo alguma parte do corpo. Sua mãe chorando ao lado da minha e uma musiquinha suave (nada de tan tan tan) me levava até você. O padre nos abençoou. Estamos casados. Seguimos para o salão de festa. E atrás da mesa do bolo tinha um painel com fotos nossas. Desde a época que você usava calça vermelha e minhas amigas te chamavam de tiririca. Brindamos. Dançamos. Tiramos fotos. Comemos. Brincamos. E como num piscar de olhos, estávamos em um quarto. A cama era completamente de frente para a varanda. E lá fora existia uma praia linda. A lua iluminava o mar. Ela foi à testemunha do que aconteceu naquela noite. Somente ela. Você tirou meu vestido delicadamente enquanto admirávamos a lua. Beijando meus ombros. Eu usava uma lingerie branca. Rendada. O meu perfume era doce. O seu preferido. Virei-me de frente pra ti e comecei a desabotoar sua camisa, enquanto você acariciava minha pele. Nós nunca deixamos de nos olhar nos olhos e sorrir. Você usava uma cueca boxe branca. Tinha comprado em uma de suas viagens para o exterior. Ela era desconhecida pra mim. Nós nos amamos com a lua iluminando nosso quarto. Sim. Nós fizemos amor. Não existiam gritos. Nem tapas. Era delicado. Era amor. Estávamos sentados no meio da cama. Minhas pernas em volta da sua cintura. E as suas envolta da minha. Nós dávamos carinho um ao outro. Nossos olhos brilhavam. E a gente sorria. Adiantei meus pensamentos e fui mais além. 

Era um domingo. Dia dos Pais. E você estava em um almoço de negócios. Era sobre uma tese que você e os outros doutores estavam discutindo. Embora eu desconfiasse, só fui ter certeza nesse domingo que seria mãe. Sai do consultório com o exame em mãos. Parei em uma lojinha de bebê e comprei um sapatinho. Coloquei dentro de uma caixa e atrás do exame eu escrevi: “Feliz Dia dos Pais, Papai”. Coloquei o sapatinho em cima do exame e embrulhei a caixa. Fui até o restaurante que você estava e pedi para que um garçom te entregasse. Eu estava na porta observando sua reação. Você fez aquela cara de: vish pra mim? Rsrsrs’ e o seu almoço acabou naquele momento. Você abriu a caixa. Viu o resultado do exame. Colocou os sapatinhos no dedo e disse para o restaurante inteiro ouvir que iria ser pai. O garçom mostrou onde eu estava e você foi correndo até lá. Me abraçou. Me segurou. Me girou. Se ajoelhou. Começou a beijar minha barriga. E você não sabia se ria ou se chorava. E só sabia dizer: eu vou ser pai mano. Você levantou e me deu um beijo que nem eu esperava. E acabou assim. Eu sentei. Sorrindo. Peguei um bloquinho e uma caneta no meu bolso. E comecei a escrever tudo que você esta lendo agora. 

A minha história. A nossa história. E quem sabe um dia a história que iremos contar para os nossos filhos.

- Dayalla Dagort!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Workshop Navegar é Fatto



Sábado dia 03/08/2013, eu e minha mãezinha fomos até a Agência Fatto Brazil participar de uma palestra informativa sobre vida a bordo. Quem apresentou a palestra foi o próprio dono  Fabrício que trabalhou a bordo da MSC durante dez anos. Isso mesmo, dez anos.

A palestra foi super interessante, baseada na vida a bordo do jeito que ela realmente é. A principio assusta um pouco o fato de trabalhar de 11 á 16 horas por dia, todos os dias, sem sábado, domingo ou feriado, durante um período que varia de 6, 7, 8 ou 9 meses. Alguém já se imaginou sem nenhum diazinho pra descanso? Pois é. Mas quem deseja entrar nesse barco, vai ter que encarar essa jornada. O Fabrício nos deixou super a vontade para questionar e esclarecer dúvidas, ele tem um jeito super brincalhão que nos faz enxergar a verdade de uma forma mais divertida.

Foram abordados na palestra os seguintes assuntos:

- Hierarquia a bordo
- Salários a bordo (depende da companhia)
- Rotina de trabalho
- Vantagens e desvantagens
- Documentos necessários
- Dificuldades

Estes são os que eu me recordo. Quem estiver interessado em participar é só entrar em contato com a agência (www.fattobrazil.com.br) . O workshop acontece de 15 em 15 dias, aos sábados, das 14:00 às 16:30/17:00hs, e o melhor: é gratuito kkk’

[aaa] ganhamos um brinde da MSC *-*’ 

- Dayalla Dagort!

A arte de escrever



ESCREVER. Deixar a imaginação fluir, voar em pensamento e sentir a liberdade que isso traz. Seja uma carta, uma frase, um texto, um livro, uma crônica ou um conto. Escrever liberta a mente e nos faz capaz de desvendar um mundo pouco habitado nos dias de hoje. Escrever da tesão – não é aquele tesão de sexo, e sim tesão pela vida. Quem escreve enxerga o mundo com outros olhos, não encontra barreiras, faz daquele pedaço de guardanapo que não foi afetado pelo ketchup do Mc Donalds virar a melhor folha para rabiscar um trechinho, ou apenas uma palavra que vá fazer com que a sua madrugada seja vivida de outra forma.

Seja lá o que for, dentro de cada um existe um bichinho que vez ou outra aparece para nos fazer pensar um pouquinho. E daí que você tenha escrito empapuçar com dois S, o que vale é que naquele momento particular seu, você queria escrever empapussar dessa forma, um erro banal de ortografia não vai fazer com que a história perca o sentido.

Eu sonho com um mundo onde as pessoas separem 5 minutos do seu dia pra escrever algo do que gostem, ao invés de ficar expondo frases montadas ou palavras de baixo calão em redes sociais. Quer falar um palavrão? Pega um papel e uma caneta e fala mal até dos et’s de marte – que eu nem sei se existe .-.,  você vai ver como isso liberta. O segredo da escrita esta na intensidade de como é feito, não escreva porque é obrigado, faça isso porque você gosta, se prefere escrever em árabe, escreva, dane-se quem não entender, o que importa é que você sente. 


- Dayalla Dagort!
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