quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Trem da vida.

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Há algum tempo li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura extremamente interessante, quando bem interpretada.


Isso mesmo a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques. Quando entramos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade. Em alguma estação eles desceram e nos deixaram órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituíveis. Isso, porém, não impedirá que durante o percurso, pessoas que se tornaram muito especiais para nós, embarque. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis.! Muitas pessoas embarcaram nesse trem apenas a passeio, outras encontraram em seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularam por ele prontas para ajudar quem precise. Vários dos viajantes, quando desembarcam deixam saudades eternas, outros quando desocupam seu assento ninguém percebe. Curioso é constatar que alguns passageiros se tornam tão raros para nós, acomodam-se em vagões diferente dos nossos, portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separado deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro. No entanto, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento. Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais retornos. Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os nossos passageiros, procurando em cada um deles o que há de melhor. Lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisamos compreender, porque provavelmente também fraquejamos e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e atenção. O grande mistério final, é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades. Acredito que sim. Separar-me de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar filhos continuar a viagem sozinhos será muito triste, com certeza... Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar. Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram, e o que me deixará mais feliz, será ter a certeza de que de alguma forma fui um grande colaborador para que ela tenha crescido e se tornado valiosa. Amigos, falamos com que nossa estrada nesse trem, seja tranqüila, que tenha valido a pena, e que quando chegar a nossa hora de desembarcar, o nosso lugar vazio traga... saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem.! (':

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Gaúcha, Gestora em Comércio Exterior por formação, apaixonada por fotografia e viagens. Aqui eu desabafo e compartilho experiências. Sejam bem vindos ao meu mundo!

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