domingo, 26 de setembro de 2010

Em busca do ser felicidade...

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Os homens procuram a felicidade não porque a felicidade seja apenas um deleite, mas porque ela é o seu próprio ser. Portanto, procurar a si mesmo. O que dá ao ser humano o desejo de procurar a felicidade é o sentimento de haver perdido alguma coisa que ele sempre possuiu, que lhe pertencia, que era o seu verdadeiro ser. A ausência de felicidade que um espírito experimenta desde o dia que renasceu na terra e que aumenta cada dia mais, faz com que os seres humanos se esqueçam que o seu próprio ser é a verdadeira felicidade. Pensam que a felicidade é alguma coisa a ser adquirida, os seres humanos lutam constantemente em todas as direções para obtê-lá. E, finalmente, acontece a catástrofe, descobrem que depois de todos os esforços, a verdadeira felicidade não está no que eles chama prazeres. Os prazeres do mundo podem ser sombra muito tênue da felicidade real. Há uma ilusão de felicidade, pois toda ilusão que pões ao lado da realidade, é mais interessante para a maioria dos homens que a própria realidade. Uma felicidade momentânea, uma felicidade efêmera, uma felicidade que depende de algo exterior é o que se chama de prazer. Muito freqüentemente confundimos em nossa mente a diferença que existe entre prazer e felicidade. Um divertimento, um passatempo qualquer, um deleite que afasta o nosso pensamento das responsabilidades, das fadigas e limitações de vida e nos dá um momento de consolação levam os seres humanos a pensar que estes caminhos são os da felicidade. Como não se pode ter tudo isso e como às vezes nos apercebemos que estamos procurando o que se chama de prazer, a perda é algumas vezes maior que o lucro; começamos então a procurar o que realmente seja um meio de encontrar a felicidade, aqui o ser humano desperta seu espírito para procurar os mistérios da religião, o senso da filosofia, os segredos da mente e do misticismo. Tudo que possa ajudá-lo a encontrar a tão venerada FELICIDADE. Mas ainda isto não é propriamente a felicidade, procurai utilizar os meios temporários que vos foram prestados na direção certa e logo sentireis não só a felicidade, mas também a origem de onde provém essa felicidade, a mente e o corpo são meios. É por estes meios que o ser humano experimenta a vida mais integralmente, mais claramente, porém, não são eles a felicidade. A essência do ser interior é a única felicidade. A maior parte da humanidade utiliza o corpo e  a mente para experimentar os prazeres mundanos. Uma ilusão de felicidade. Não somente o fato de os prazeres custarem mais do que valem, mas porque freqüentemente, no caminho dos prazeres, quando um ser humano ainda procura a felicidade, a proporção que vai avançando, cria cada vez mais infelicidade para si mesmo. Isto acontece com muita frequencia e para cada lado que esse ser humano se volta, tudo se oculta, cada plano que faz, pensando que isso lhe dará felicidade, cria somente uma perturbação maior pela simples razão de estar procurando a felicidade numa direção completamente errado. O segredo da felicidade também não está no caminho dos ascetas, que se atormentam como fazem há séculos. Isto é apenas uma distração dos prazeres do mundo que conduz a ilusão. O asceta fecha-se em si mesmo a fim de ter a oportunidade para tomar outra direção. Mas na maioria dos casos, ele não sabe bem o que está fazendo e o que pretende. Mesmo que levemos toda a nossa vida vivendo de maneira ascética, nunca obteremos a felicidade perfeita. O ascetismo não é uma felicidade. É somente uma forma de auto-disciplina, um treino, a fim de lutar contra as tentações que nos seduzem a cada instante, ocultando o verdadeiro caminho que nos leva a felicidade. Muitos compreendem que a auto-negação é o caminho da felicidade e interpretam a auto-negação na forma de ascetismo, negando a si mesmo  todos os prazeres que são momentâneos e todas as coisas da criação. Mas a criação não foi projetada para ser rejeitada. Quem somos nós para rejeitar a sublime obra do divino arquiteto do universo.? 


Devemos sintonizar o mais rápido possível com  todas as forças da criação a fim de obtermos a felicidade completa. Não podemos esquecer que somos parte dessa criação. Rejeitar a criação praticando o ascetismo é rejeitar a si mesmo. Quando o ser humano renuncia das coisas da criação, mas fazer delas o melhor uso, isto é, usa-las corretamente. Não é afastar-se da vida, mas viver entre a multidão, vivendo no meio da vida e não se apegando a ela. Seria injusto separar-nos do seres que precisam de nossa SABEDORIA, PAZ, BONDADE e NOSSO AMOR. Pode-se estar no mundo e não ficar subjugado a ele, se mantivermos nosso corpo físico, nossa mente presente e nosso espírito sintonizados com a eterna consciência do cosmo, sentiremos a ETERNA FELICIDADE, a qual atingiremos pela compreensão exata nós mesmos, utilizando o caminho do "CONHECIMENTO". Devemos realizar isto com toda firmeza possível, não permitindo que nada nos impeça de chegar a felicidade eterna.


Autor Desconhecido

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