sábado, 27 de julho de 2013
Tarde demais
Eu devia ter pedido para ela ficar. Ou insistido, implorado, ajoelhado aos pés dela e até mesmo ter aparecido com um cartaz escrito “fica, por favor". Eu devia isso a ela, depois tudo que a gente passou, no minimo isso. Cara, ela me chamava de idiota. Tem noção do que significa quando uma garota te chama de idiota? Tu é o filha-da-puta mais sortudo do mundo. Ela deixava as amigas do colégio de lado, desprezava vários garotos e ás vezes até mentia, só para passar um tempinho a mais comigo. E quando se arrumava toda, pintava o cabelo e usava aquelas parafernalhas todas no corpo, só para chamar minha atenção? Eu nem notava. Ela me dava o mundo. E eu não dei nem uma cidade por ela. Até aqueles apelidos bonitinhos de relacionamento que ela usava, eu consegui desprezar. Eu vacilei legal, não valorizei quem se entregou completamente a mim. Eu ficava com outras garotas e mentia para ela dizendo que era única e especial. Saia para as festas com os amigos e mandava uma mensagem de texto dizendo que estava indo para cama. E na real estava, mas era acompanhado de outra biscate qualquer que eu encontrava na noite. Eu fui um cretino. Isso, um cretino mesmo, pra valer. Fiz a garota que me amava sofrer, pelo o que? Por nada. Por pura infantilidade. Por uma ou duas noitadas. E agora, a imagem dela andando de costas ao meu oposto, é talvez, a minha última vista de alguém que poderia me fazer feliz de verdade. E esse é nosso problema. Sabe o que a gente se pergunta quando acontece uma coisa dessas? "Onde foi que eu errei?.”
— Pedro Pinheiro.
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