sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Um minuto a mais!




A vida de repente nos da uma rasteira e temos que ser forte o suficiente para levantar e seguir em frente. Confesso que eu não queria que fosse assim dessa maneira, tão doloroso, tão frio. O que antes aquecia o meu pequeno e calejado coração hoje o esfria de uma forma estranha. Eu sinto que em menos de vinte e quatro horas amadureci uns trinta anos. Na verdade não amadureci, vesti minha velha e companheira armadura e resolvi encarar o mundo.

Você vai querer me ligar, capaz até de me mandar uma mensagem de texto, mas o meu orgulho cretino protegido pela minha armadura fará com que eu apenas leia aquela mensagem e a ignore. Não! Não estou ignorando a sua pessoa, jamais faria isso. Mas sim aquele aparelho capaz de distanciar as pessoas e que eu me pergunto até hoje porque se chama celular. Nós vamos nos encontrar em uma esquina qualquer dessa cidade que só tem no nome a palavra grande, porque na verdade é menor do que podemos imaginar. E você vai me ver sorrindo exatamente com aquele mesmo sorriso simpático que você detestava que eu desse a outro cara, vou te cumprimentar normalmente, talvez até possamos trocar algumas palavras. Eu sei que depois que virarmos as costas, você vai pensar: - caramba, ela está feliz longe de mim. E como se você pudesse ouvir os meus pensamentos eu responderei que não. Você nunca entendeu como eu consigo esconder tão bem o meu humor, e por muitas vezes esse foi o motivo de tantas discussões.

Mas é quando eu chego em casa e me desarmo que eu realmente sei quem eu sou. Aqui não tem perigo, ninguém vai me ver do jeito que estou. Meus pensamentos me traem a todo o momento com lembranças suas, seu cheiro, seus abraços, suas broncas, aquela fala mansa, tudo me atormenta e me faz falta, mas é um tormento relativamente bom. Eu sei que provavelmente você nunca vai ler isso aqui porque como sempre me dizia, não tem tempo pra isso, ou melhor, não gosta do que eu escrevo, e eu me pergunto o que há de errado nas minhas palavras, sendo que tudo o que eu queria era apenas um minuto a mais.

Dayalla Dagort!

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Gaúcha, Gestora em Comércio Exterior por formação, apaixonada por fotografia e viagens. Aqui eu desabafo e compartilho experiências. Sejam bem vindos ao meu mundo!

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